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CMV no restaurante: o que é, como calcular e como usar no preço

Entenda o custo da mercadoria vendida (CMV), a fórmula com estoque inicial, compras e estoque final, e como a ficha técnica ajuda a precificar cada prato.

Por Equipe Blimp3 min de leitura

CMV é o custo da mercadoria vendida: quanto custaram os insumos que viraram pratos vendidos num período. É o maior custo variável da maioria dos restaurantes e o primeiro número a olhar quando o faturamento sobe e o dinheiro não aparece.

A fórmula do CMV do período

CMV = estoque inicial + compras do período − estoque final

Exemplo ilustrativo de um mês:

ItemValor
Estoque inicial (dia 1)R$ 8.000
(+) Compras no mêsR$ 14.000
(−) Estoque final (dia 30)R$ 7.000
CMV do mêsR$ 15.000

Para comparar meses diferentes, use o CMV percentual:

CMV % = CMV ÷ receita líquida de vendas × 100

Se a receita líquida do mês foi de R$ 50.000, o CMV foi de 30%.

Por que a contagem de estoque importa

A fórmula só é tão boa quanto a contagem. Estoque final "estimado" produz CMV inventado. Algumas práticas ajudam:

  • Conte sempre no mesmo dia e horário (por exemplo, no fechamento do último dia do mês).
  • Use a mesma unidade de medida da compra (quilo, litro, unidade).
  • Registre perdas e descartes à parte, com motivo.

CMV teórico: a ficha técnica

O CMV do período diz quanto você gastou. A ficha técnica diz quanto você deveria ter gasto. Para cada prato, liste os insumos e as quantidades:

InsumoQuantidadeCusto
Pão brioche1 unR$ 1,20
Blend 160 g160 gR$ 6,40
Queijo40 gR$ 1,60
Molho e salada—R$ 0,90
Custo do pratoR$ 10,10

Valores ilustrativos. Somando o custo de cada prato vendido, você tem o CMV teórico. A diferença entre o CMV real e o teórico revela desperdício, porções maiores que o padrão, perdas ou erros de estoque.

Qual é um CMV "bom"?

Não existe um número universal. Referências entre 25% e 35% aparecem com frequência para restaurantes, mas o patamar adequado depende do modelo: uma pizzaria, uma hamburgueria artesanal e um restaurante de frutos do mar têm estruturas de custo muito diferentes. Mais útil do que perseguir uma referência é acompanhar a sua tendência mês a mês e investigar quando ela sobe.

Usando o CMV no preço

Um ponto de partida para o preço de um prato é a margem de contribuição: preço menos custos variáveis (insumos, embalagem, taxas de venda e de pagamento). Ela precisa pagar os custos fixos e deixar resultado.

Ao rever preços, compare para cada prato:

  • Custo da ficha técnica.
  • Taxas do canal (marketplace e meio de pagamento).
  • Preço praticado e margem resultante.

Pratos muito vendidos com margem baixa merecem atenção primeiro: um pequeno ajuste neles pesa mais do que em itens que quase não saem.

Cuidados

  • CMV não é lucro. Aluguel, folha, energia e impostos ainda precisam ser pagos.
  • Para questões tributárias e contábeis, siga a orientação do seu contador.

Como o Blimp ajuda

Com o estoque e a ficha técnica do Blimp, cada venda baixa os insumos automaticamente, o custo de cada prato é atualizado a cada entrada de mercadoria e a margem aparece ao lado do preço. Os relatórios mostram a receita líquida para fechar a conta do CMV.

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